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Porto – História da Cidade

PORTO História da cidade e notas históricas

A história do Porto é uma história de luta e revolução, liberdade e emancipação, empreendedorismo e prosperidade, valores pelos quais ainda hoje a cidade e as suas gentes gostam de responder.
As origens da “Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta” remontam a um povoado pré-romano. Onde atualmente fica a Sé Catedral terá existido um castro, o “castrum novum de Portucale”, que os historiadores identificam com o Porto. Com a conquista peninsular pelos romanos, a região assistiu a profundas mudanças e a cidade cresceu até à zona da Ribeira. Na atual Casa do Infante, foi encontrado um mosaico romano do século IV a.C., que testemunha essa expansão.

No início do século V, os povos além Reno, Suevos e Vândalos, instalaram-se na Península Ibérica e o sistema administrativo romano acabou por cair. Com a monarquia visigótica de Toledo, a importância de Portucale – do Porto – aumentou. Em 711, porém, um exército muçulmano desembarcou no Sul da Península Ibérica, ocupando rapidamente a região Norte. Esta permanência no território foi, no entanto, efémera, o que permitiu que Bracara – Braga – e Portucale renascessem. Uma personalidade marcou este período da história do Porto, Vímara Peres. O seu papel foi crucial no reconquista e povoamento da cidade.

O Condado Portucalense, cujo nome deriva do topónimo Portucale, nasceria, mais tarde, de uma dádiva do rei Afonso VI à sua filha D. Teresa e a D. Henrique de Borgonha. À época, a cidade do Porto era o morro da Sé, Pena Ventosa, rodeado por um círculo de muralhas.
Em 1120, por iniciativa de D. Teresa, foi concedido um vasto território ao bispo D. Hugo, incluindo o Porto, e foi ele que atribuiu carta de foral aos habitantes, contribuindo para o rápido desenvolvimento da cidade, que se foi estendendo para fora das muralhas.
Na época medieval, em 1330, o Porto era importante, um ponto obrigatório da atividade mercantil e, em meados do século XIV, foi mesmo necessário construir uma nova muralha que protegesse a cidade dos seus inimigos.
Até ao final da Idade Média, o Porto foi alvo de disputas entre bispos e cónegos, clero contra frades franciscanos, bispos contra reis, burgueses contra bispos, burgueses contra fidalgos.
Em 1355, o infante D. Pedro revoltou-se contra o pai, o rei D.Afonso IV, por causa do assassínio da sua amada Inês de Castro, enfrentaram-se os dois no Porto. A população, fiel ao rei, resistiu à investida de D. Pedro. Foi este episódio que tornou clara a urgência de construir uma muralha nova.
O rei patrocinou a obra e toda a população se mobilizou para ajudar na construção, mas D. Afonso IV não chegou a ver concluída a exigente empreitada. A obra só terminou em 1370, já no reinado de D. Fernando – facto que explica o nome de Muralha Fernandina.
Aquando a crise de 1383-1385, o Porto voltou a estar no centro da história de Portugal num momento em que o reino poderia vir a ser absorvido por Castela. As suas gentes colocaram-se incondicionalmente ao lado do Mestre de Avis, que viria a ser o rei D. João I. Vários laços ligam o fundador da dinastia de Avis à Invicta: foi no Porto que se casou, em 1387, com D. Filipa de Lencastre, e foi no Porto que nasceu, sete anos mais tarde, o infante D. Henrique.

Este infante viria a protagonizar outro episódio em que a cidade teve um papel de destaque. No período dos Descobrimentos Portugueses, em 1414, com apenas 20 anos, e incumbido por D. João I, o infante D. Henrique organizou a frota para a expedição a Ceuta. A população da cidade mobilizou-se em força, oferecendo toda a carne que tinha para a armada. É deste episódio que vem a alcunha de “tripeiros” pela qual ainda hoje os habitantes do Porto são conhecidos. Para ajudar ao desígnio nacional, os portuenses terão reservado para si apenas as tripas, com que ainda hoje se confeciona um típico prato local. A expedição ficou pronta para partir em Junho de 1415. O sacrifício da cidade foi enorme.

Nos séculos XIV e XV, a cidade cresceu consideravelmente com o tráfego marítimo, assistindo-se simultaneamente à multiplicação de feiras que colocavam o Porto no centro da economia da região. A rede viária melhorou e surgiram novas praças, mais largas.
No século XV, a cidade estava dividida essencialmente em três partes: Alta – morro da Sé –, Baixa – zona da Ribeira, que tinha começado a afirmar-se na segunda metade do século XIV, à custa dos pescadores, dos mercadores e dos financeiros – e Monte do Olival – onde residia a comunidade judaica do Porto (a Judiaria do Olival foi instituída em 1386).

Em 1580, o rei Filipe II de Espanha passou a ser também Filipe I de Portugal e a população do Porto sofreu com os impostos cobrados nos 60 anos de ocupação que se seguiram. Com a Restauração da Independência de Portugal, em 1640, foi restabelecida na cidade a Casa da Moeda.

Durante o século XVIII, o crescimento urbano fez com que a cidade saísse definitivamente do seu núcleo original e se espalhasse pelos campos dos arredores.

É nesse século, em 1725, que o arquiteto italiano Nicolau Nasoni chega ao Porto para deixar um legado que hoje é da maior relevância no património histórico e arquitetónico da cidade. São da sua responsabilidade obras como a Torre dos Clérigos, o Palácio do Freixo ou a lindíssima fachada da Igreja da Misericórdia.
A malha urbana do centro da cidade tal como a conhecemos hoje deve-se, em grande parte, a João de Almada. Foi ele o grande urbanista da cidade, tendo prolongado várias ruas, como a S. João, a de Santa Catarina ou a de Santo Ildefonso, e construído novas artérias, como o eixo que hoje é designado por Rua do Almada, perpetuando a sua memória. Francisco de Almada, filho de João de Almada, continuou o trabalho do pai.

Em 1807, as tropas francesas de Napoleão invadiram Portugal e o rei D. João VI fugiu para o Brasil. Dois anos depois, ocorreu a Segunda Invasão Francesa e a 29 de Março de 1809, quando as tropas francesas se aproximavam da Invicta, uma multidão, assustada, precipitou-se em fuga sobre a Ponte das Barcas, morrendo afogada quando a ponte de madeira, assente sobre barcas, se rompeu. A tragédia, em que morreram centenas de portuenses, é evocada nas “Alminhas da Ponte”, um baixo-relevo em bronze na Ribeira, esculpido em 1897 por Teixeira Lopes. Nos dias seguintes, os franceses liderados pelo marechal Soult saquearam a cidade até retirarem em debandada, expulsos pelo exército inglês. Só em 1811 é que as tropas de Napoleão Bonaparte seriam completamente repelidas do país.

Um dos episódios mais importantes da história da cidade é o do Cerco do Porto. Com o país submerso numa guerra civil, que opunha os seguidores de D. Pedro IV aos de D. Miguel, em 1828, quando este chega ao poder, o Porto revolta-se. As revoltas liberais sucederam-se, mas só com a adesão de D. Pedro IV o movimento ganhou verdadeira força. E a 8 de Julho de 1832, D. Pedro desembarcou em Pampelido, para tomar a cidade do Porto, cuja população simpatizava com a sua causa, a liberal. Os confrontos entre absolutistas e liberais duraram dois anos e trouxeram à Invicta horror e carnificina. A peste, a fome e a guerra deixaram a cidade completamente destroçada. O cerco terminou com a vitória dos liberais e a aclamação de D. Maria II, como Rainha de Portugal.
D. Pedro IV ficou na memória dos portuenses como símbolo de liberdade, patriotismo e força de vontade e a participação e envolvimento da Invicta nas lutas liberais (1832-1833), período durante o qual a cidade sofreu enormes privações, sensibilizou particularmente o monarca, que expressou em testamento a sua vontade de depositar na Igreja da Lapa o seu coração quando morresse, o que viria a acontecer em 1834.

Em 14 de Janeiro de 1837, um decreto redigido por Almeida Garrett e assinado pela rainha D. Maria II, adicionava novos elementos às Armas do Porto, nomeadamente “o coração de oiro de D. Pedro” e o título de “Invicta”.

A 31 de Janeiro de 1891, numa altura em que em Portugal ainda reinava o sistema político da Monarquia mas as novas ideias do republicanismo começavam a ganhar força, o Porto protagonizou a primeira revolução republicana no país. A rebelião dos militares da guarnição do Porto, com o apoio das Forças Armadas, está imortalizada numa rua do centro do Porto, a Rua 31 de Janeiro. Naquele dia de 1891, no entanto, sem o apoio das forças políticas, nem da generalidade dos militares, os revoltosos sucumbiram à superioridade das forças fiéis à Monarquia.
O Porto era então uma cidade pujante, fortemente industrializada, nomeadamente nas áreas do vinho, metalomecânica, têxteis e calçado. Foi nesta altura que se ergueram as pontes D. Maria Pia e D. Luís I.

Nos anos que se seguiram, a cidade perdeu importância. Os bancos perderam capacidade de emitir moeda e, em 1899, uma peste bubónica ‘invadiu’ o Porto.
Nas eleições desse mesmo ano, a cidade elegeu três deputados republicanos – o primeiro deputado republicano do país a ser eleito foi Rodrigues de Freitas. A onda republicana levou, em 1908, ao regicídio em Lisboa. Dois anos mais tarde, a revolução republicana triunfou na capital.

A Primeira República enfrentou vários problemas, com a participação de Portugal na I Guerra Mundial e a instabilidade política e económica levaram ao levantamento de uma corrente oposicionista ao poder vigente. Após várias tentativas de golpe, houve uma que resultou, o de 28 de Maio de 1926, e que deu origem a uma nova constituição em 1933 e ao Estado Novo. Em 1958, no dia 15 de Maio, Humberto Delgado, cuja candidatura presidencial, apesar de derrotada, abalou o regime político fundado e liderado por Oliveira Salazar, fez um discurso histórico e memorável perante 200.000 portuenses – o seu primeiro ato público enquanto candidato aconteceu na Praça Carlos Alberto.

Em 1961, quando eclodiu a guerra colonial, organizaram-se na cidade diversas manifestações para exigir o fim do conflito. A democracia seria restaurada no dia 25 de Abril de 1974, tendo o Porto promovido novo movimento revolucionário nessa data histórica.
Em 1996, já no século XX, esta imensa riqueza histórica, sobretudo na parte antiga da cidade, valeu ao Porto o estatuto de Património Mundial da Humanidade, atribuído pela UNESCO.
Na viragem para o século XXI, em 2001, o Porto, juntamente com Roterdão, foi Capital Europeia da Cultura. O evento está na génese da vida cultural intensa e da dinâmica artística que hoje caracterizam o Porto.

A alma de uma cidade

Catedral

A Sé do Porto é um edifício de estrutura romano-gótica, dos séc. XII e XIII, tendo sofrido grandes remodelações no período barroco (séc. XVII-XVIII). No interior conserva ainda o aspecto de uma igreja-fortaleza, com ameias. É de destacar a bela rosácea (séc. XII) e a loggia ou galilé lateral (1736), obra de Nicolau Nasoni, voltada para a cidade. Junto ás portas encontram-se monumentais pias de água benta, dos finais do séc. XVII. Junto à pia baptismal seiscentista, há um baixo relevo de Teixeira Lopes (Pai). A torre-lanterna, no cruzeiro, foi construída na segunda metade do séc. XVI, no tempo de D. Rodrigo Pinheiro. O acentuado verticalismo da nave central, marcada por grossos pilares fasciculados, com abóbadas e arcos já levemente apontados, traduz-se numa sóbria imponência. Todo o monumento passou por obras de restauro de grande vulto durante os anos trinta.

A actual capela-mor, que substitui a antiga ábside medieval, é do período maneirista (1610); apresenta um cenográfico retábulo de talha dourada, do segundo quartel do séc. XVIII, considerado um trecho capital do barroco joanino. A decoração pictórica das paredes é de Nasoni. Por cima dos cadeirais do cabido, ficam dois órgãos de tubos; séc. XVII (esquerdo) e séc. XIX (direito).
No transepto, lado esquerdo, está entronizada, desde 1984, a imagem de Nossa Senhora da Vandoma (séc. XIV), padroeira da cidade do Porto, “Civitas Virginis”. Na capela do SS. Sacramento, destaca-se o célebre “altar de prata” de enormes dimensões e executado em sucessivas fases (desde 1632 até ao séc. XIX). É considerado uma obra fundamental da ourivesaria portuguesa, com vasta iconografia bíblica, centrada na Eucaristia. O moderno lampadário tem o desenho de Teixeira Lopes. No transepto, lado direito, está entronizada a imagem de Nossa Senhora da Silva (séc. XV-XVI). A outra capela barroca é dedicada a S. Pedro. No coro alto foi instalado, em 1985, um grande órgão de tubos, pela firma Georg Jann. O importante claustro gótico foi começado nos fins do séc. XIV. Apresenta sete grandes painéis de azulejos (segundo quartel do séc. XVIII), com cenas do “Cântico dos Cânticos”, em referência ao diálogo místico entre Deus e a Virgem, padroeira da Catedral.

A capela de S. Vicente (fins do séc. XVI), de sóbria arquitectura clássica, apresenta um notável cadeiral, do séc. XVII, com cenas bíblicas, do Antigo e Novo Testamento. Vários Bispos do Porto estão aqui tumulados. Uma escadaria nobre, de Nicolau Nasoni, concluída em 1736, dá acesso ao pátio superior do claustro gótico. Nos patamares destaque para a grande estante de bronze (1616), com as armas de D. Gonçalo de Morais, e para o antigo sino do relógio da cidade (1697, obra de D. José Saldanha). No pátio, observa-se a vista panorâmica e painéis de azulejos com cenas campestres e mitológicas.

A Casa do Cabido, anexa ao claustro e à Sé, é edifício arcaizante do primeiro quartel do séc. XVIII. Na andar superior estão expostas notáveis esculturas religiosas (dos séc. XIV a XVIII). Na antiga sala do cartório vêem-se painéis de azulejos, de Vital Rifarto. Na grande sala capitular destaca-se o tecto de masseira com pinturas de Giovani Battista Pachini (1737), representando catorze alegorias morais, dispostas à volta de S. Miguel, patrono do Cabido. Os lambrins de azulejo foram fabricados em Lisboa, contendo cenas de caça. No andar intermédio, constituído por quatro saletas abobadadas, está exposto o “tesouro” da Catedral. Em nove grandes vitrinas pode ver-se objectos de ourivesaria, paramentaria e livros litúrgicos, relativos ao culto catedralício.

Paço Episcopal

Situado em local privilegiado, junto à Sé do Porto, o Paço do Bispo é, pela sua escala arquitetónica, concepção e riqueza ornamental, o primeiro verdadeiro palácio do Porto, e é um dos exemplares mais significativos da arquitetura tardo-barroca em Portugal. Sendo ainda hoje residência do bispo do Porto e sede da cúria diocesana, a parte pmais monumental do edifício está aberta ao público. O percurso expositivo leva o visitante pela famosa escadaria a uma sucessão de salas de audiência, onde estão expostas peças representativas do seu diversificado espólio. De destacar ainda as magníficas vistas sobre a cidade.

Pelourinho

O Pelourinho da Sé do Porto celebra este ano o seu septuagésimo aniversário. Surpreendidos? À primeira vista, quer pelo estilo rococó quer pela envolvente secular da Sé Catedral, este belo pelourinho parece revestir-se de uma respeitosa antiguidade. Mas na verdade foi edificado na sequência da demolição dos edifícios envolventes à Sé, Casa do Cabido e Paço Episcopal, levada a cabo pela política nacional implementada pelo Estado Novo. As obras ficaram concluídas em 1940, com o novo terreiro lajeado. O pelourinho que hoje vemos é uma reconstituição de uma gravura de 1797 e foi inaugurado em 1945.

Torre dos Clérigos

No ano de 1753, a pedido da Irmandade dos Clérigos, o arquiteto italiano Nicolau Nasoni apresentou o projeto para uma torre sineira, e em 1754 arrancariam as obras daquela que viria a ser a mais bela e altaneira Torre, dominando toda a paisagem urbana do Porto. Em julho de 1763, com a colocação da cruz de ferro no topo, e a imagem de São Paulo no nicho sobre a porta, deu-se por finalizada a sua construção. As características barrocas que a definem são a expressão máxima da espetacularidade do barroco, onde os motivos típicos deste estilo, dão à torre movimento e beleza.
A mais de 75m de altura, depois de subir 225 degraus e chegar ao topo da torre, a vista sobre a cidade deslumbra. Numa perspetiva a 360°, o visitante frui de um momento único.

Estação de São Bento

Foi edificada no princípio do séc. XX no preciso local onde existiu o Convento de S. Bento de Avé-Maria, com cobertura de vidro e ferro fundido, da autoria do arquitecto Marques da Silva. O átrio está revestido com vinte mil azulejos historiados, do pintor Jorge Colaço, que ilustram a evolução dos transportes e cenas da história e vida portuguesas.

Palácio da Bolsa

Edifício neoclássico, situado em pleno centro histórico da cidade, da autoria do arquiteto Joaquim da Costa Lima, responsável pela concepção do projeto. Em 1833, na sequência de um grande incêndio que destruiu grande parte do claustro do convento de São Francisco, os negociantes portuenses são autorizados, por decreto, a realizarem neste local a praça comercial. Em 1841, D. Maria II concede à Associação Comercial Portuense a propriedade do convento. Em 1850, o edifício encontrava-se quase terminado em termos estruturais, tendo-se aglutinado em torno deste projeto uma grande equipa de arquitetos e artistas, da qual faziam parte, o arquiteto Joel da Silva Pereira que efetuava a direção das obras, os pintores António Ramalho (que efetuou a pintura da abóbada da escadaria) e António Carneiro (pintura do tecto da biblioteca) bem como o Arquiteto Tomás Augusto Soler e os cenógrafos Manini e Pereira Júnior que concretizaram a pintura da clarabóia sobre o claustro. As obras prolongaram-se até 1910, data em que o exterior e o interior do edifício (concebido e concretizado com o máximo requinte, e de sabor revivalista) se encontravam finalmente terminados.

Igreja de S. Francisco

A Igreja do Convento de São Francisco, situada no coração da zona histórica da cidade do Porto, foi classificada como monumento nacional em 1910 e património mundial pela Unesco em 1996.
A Igreja foi sendo sucessivamente enriquecida, a ponto de ser considerada um dos mais ricos e belos repositórios de talha dourada de Portugal. O que mais surpreende é a riqueza barroca dos revestimentos a talha, trabalhados desde o século XVII a meados do século XVIII, a demonstrar o trabalho excecional dos entalhadores portuenses.
Uma das particularidades desta Igreja vem precisamente do singular contraste da ornamentação luxuriante das talhas com a austeridade da estrutura gótica.
Na Igreja, constituída por três naves e cinco tramos, vários retábulos representam o trabalho de diferentes mestres entalhadores de diferentes épocas.
À esquerda do pórtico de entrada, encontra-se a capela sepulcral de Luís Álvares de Sousa e uma das mais antigas pinturas murais conservadas do país, representando a Senhora da Rosa, atribuída a António de Florentim.
À direita do pórtico de entrada pode ver-se um nicho com a escultura de São Francisco, em granito policromo, do século XIII, cujo nicho ostenta as armas franciscanas. Desde aqui se pode constatar a diversidade das obras que podem ser observadas na Igreja.
A obra, adaptada de um trabalho já existente, foi realizada por Filipe da Silva e António Gomes no século XVIII e apresenta doze imagens dos reis de Judá, numa árvore que cresce a partir do corpo deitado de Jessé e culmina na Virgem e o Menino, precedida por S. José.
Em nichos de ambos os lados da Árvore, encontram-se as figuras de Santa Ana e São Joaquim, assim como de quatro doutores franciscanos que escreveram sobre a Imaculada.
No transepto, para além do Retábulo da capela-mor, podem ser vistos os Retábulos de S. Benedito, Santo António e São Francisco, do lado esquerdo, e os Retábulos de S. Boaventura, de Nossa Senhora das Candeias e a Capela dos Reis Magos, do lado direito.
Na Igreja pode também ver-se o Retábulo da Nossa Senhora do Socorro, de 1740, desenhado pelo arquiteto Francisco do Couto e Azevedo e executado por Manuel da Costa e Andrade, artistas responsáveis também pelo Retábulo de Nossa Senhora da Rosa.
Os retábulos dos Santos Mártires de Marrocos e da Anunciação de Nossa Senhora, executados por Manuel Pereira da Costa Noronha em 1750, e a Capela da Nossa Senhora da Soledade, obra de Francisco Pereira Campanhã executada em 1765, comprovam a mestria dos entalhadores portuenses do século XVIII.

Café Majestic

Em 17 de Dezembro de 1921 pela autoria do Arquitecto João Queiroz, abriu um luxuoso café com o nome de Elite, situado na rua Santa Catarina, o local mais central da cidade. Mais do que um café, o Majestic conta a história do Porto. O Porto dos anos vinte, das tertúlias políticas e do debate de ideias. O Porto da “Bélle Époque”, dos escritores e dos artistas. Situado na rua de Santa Catarina, avenida pedonal de comércio e passeio da sociedade de então e de agora, iluminava o passeio com a sua decoração Arte Nova. Lá dentro, inalava-se o perfume dos bancos aveludados e das madeiras envernizadas, confundindo-se os cinco sentidos nos tectos de gesso decorado e abundante espelharia em cristal flamengo. Mármore e metal ligavam-se com requinte inigualável. Nas traseiras a natureza espreitava através do jardim de Inverno, que ligava a rua de Santa Catarina à rua de Passos Manuel. O glamour e a elite cultural parisiense eram referências para a cultura portuguesa da altura, tendo influído a escolha do novo nome – Majestic – impregnado de charme “Belle Époque”.

Avenida dos Aliados

Por volta de 1886, começaram a chegar ao Porto os ecos das profundas transformações que se operavam em Paris, por iniciativa do barão Haussman, com a abertura dos grandes boulevards. De tal forma que, pelo final do século XIX, entre os círculos pensantes do Porto, generaliza-se a ideia de que o centro cívico era demasiado pequeno, e que há necessidade de se rasgar uma grande avenida central. Em 1889, o engenheiro Carlos Pezerat apresenta à Câmara um projecto propondo o rompimento de uma ampla avenida que ligasse a Praça da Liberdade à Igreja da Trindade. Seria um grande “passeio público”, com uma larga placa central, com árvores e lagos. O lado poente da nova avenida seria ocupado por diversos edifícios ligados à administração pública, a construir de raiz: governo civil, câmara municipal, biblioteca, museu, corpo da guarda e bombeiros.
A Avenida dos Aliados, inicialmente, Avenida das Nações Aliadas foi aberta em 1916, nos terrenos a norte da Praça da Liberdade.

Ponte D. Luís I

O verdadeiro nome desta ponte é Luiz I (Luís I) e não, como popularmente é chamada, D. Luís I. Uma questão sentimental das gentes do Porto parece estar na origem do nome por que vulgarmente é conhecida. Independentemente do nome, ela constitui um ex-libris da cidade e está incluída na zona classificada como Património Mundial pela UNESCO desde 1996.

A obra foi adjudicada em 21 de Novembro de 1881 à empresa Société Willebreck, de Bruxelas, de que era administrador Théophile Seyrig, discípulo de Gustave Eiffel, e autor do projecto da nova ponte.
As obras começaram nesse mesmo ano e desenrolaram-se até 1887.
Em 26 de Maio de 1886 foram realizados os primeiros testes à ponte, sujeitando-a a cargas de 2 mil kg por metro linear de viga. Em 30 Outubro de 1886 terminam os trabalhos de construção do arco e do tabuleiro superior; a 31 Outubro de 1886 inaugura-se o tabuleiro superior da ponte e em 1887 dá-se a inauguração do tabuleiro inferior, com o que ficam concluídas as obras de construção da nova ponte.
Foi uma ponte com portagem (cinco reis por pessoa) instituída, um dia depois da inauguração do tabuleiro superior, a 1 de Novembro de 1886 e que só deixariam de ser cobradas a 1 de Janeiro de 1944, ou seja, quase 58 anos depois. Alguns dados: Arco com 172 m, Tabuleiro superior com 392 m de comprimento e o inferior com 174 m de comprimento.

Porto Séc. XXI

A arquitetura moderna do Porto é mais uma razão de visita à cidade. Nomes como Siza Vieira e Souto ou Fernando Távora e Alcino Soutinho surgem ao longo do século XX em representação da prestigiada “Escola do Porto”. Assim, um pouco por toda a cidade, é possível apreciar as suas obras mais emblemáticas e compreender o seu enquadramento. Algumas da obras mais emblemáticas do Porto contemporâneo: Casa da Música, Edifício Vodafone, Terminal de Cruzeiros, Casa de Chá da Boa Nova, Casa da Arquitetura, Fundação Serralves, Estação do Bolhão, Casa do Conto.

A Cultura é uma parte essencial do Porto. Das calçadas aos detalhes dos prédios tradicionais, para onde quer que se olhe, há muita história e beleza. Não é por acaso que dois arquitetos ganhadores do Prêmio Pritzker de Arquitetura nasceram e vivem na cidade: Álvaro Siza Vieira e Eduardo Souto Moura.
Além da região do centro, considerada Património Mundial da UNESCO, a cidade está repleta de opções culturais, com números impressionantes para uma região tão pequena: são cerca de 40 museus, 20 cinemas, 12 teatros, e uma variação enorme de galerias de arte, além da agenda de eventos itinerantes que preenche a cidade durante todo o ano.
Entre os eventos mais importantes, Red Bull Air Race, e os grandes festivais de música como o NOS Primavera Sound e MEO Mares Vivas. Serralves em Festa também é um dos principais, que combina música, dança, teatro, performances artísticas e circo contemporâneo de artistas de todo o mundo.

A Festa de São João no Porto, uma das maiores do país, com uma tradição de seis séculos e mais de 500 mil visitantes anuais. Apesar de ter como ponto alto a noite do dia 23 para dia 24 de junho, como manda a tradição, a cidade oferece múltiplas iniciativas em comemoração à data, que duram até seis semanas e envolve prática de desportos, música, dança, desfiles e, claro, o fogo de artifício no Rio Douro, um espetáculo imperdível.
A oferta cultural do Porto é complementada pela famosa gastronomia local que mistura tradições mediterrânicas e atlânticas. O vale do vinho do Douro, famoso centro de produção do vinho do Porto, também está classificado como Património Mundial da UNESCO. A cidade também oferece uma vida noturna vibrante, graças aos inúmeros cafés e bares que mantêm as ruas vivas até de manhã.

Porto Romântico

Jardins do Palácio Cristal

Instalados no centro do Porto e foram projetados pelo berlinense Emil David (1839-1873), no âmbito da construção do próprio edifício do Palácio de Cristal. Atualmente conservam-se ainda do projeto original, o Jardim Emil David na entrada principal, as Avenidas das Tílias e dos Plátanos, o bosque e a conceção das varandas sobre o Douro. Na Avenida das Tílias, encontramos a Biblioteca Municipal Almeida Garrett, a Concha Acústica e a Capela de Carlos Alberto da Sardenha.

Jardim Botânico

O Professor Américo Pires de Lima com a colaboração do alemão Franz Koepp, na sequência da compra da Quinta do Campo Alegre pelo Estado, procedeu à sua adaptação tirando partido do traçado de jardins e da vegetação já existentes ao gosto das quintas de recreio do Porto de finais do século XIX. Depois do atravessamento da propriedade pelos acessos da ponte da Arrábida, ela ficou reduzida a 4 ha tendo conservado os jardins iniciais e na parte sobrante dos campos de cultivo e da mata foram sendo instalados novos jardins, nomeadamente de plantas suculentas e de aquáticas assim como um arboreto. O Jardim Botânico do Porto foi instalado neste lugar, em 1951, pela Universidade do Porto na então chamada Quinta do Campo Alegre que tinha uma área de 12 ha. Esta quinta tinha pertencido à Ordem de Cristo e foi adquirida em 1802 por João Salabert passando a ser conhecida como Quinta Grande do Salabert. Em 1820, passou a ser propriedade de João José da Costa. Por sua vez, João da Silva Monteiro adquiriu-a em 1875 e iniciou a construção da casa e do jardim. A quinta foi comprada em 1895 por João Henrique Andresen Júnior que continuou a construção da casa e do jardim e permaneceu na posse da sua família até 1949, data em que se verificou a venda ao Estado Português.

Museu Romântico

O Museu Romântico está instalado numa antiga casa de campo, construída por meados do século XVIII para habitação de recreio, que pertenceu a um abastado comerciante portuense, na designada Quinta do Sacramento ou da Macieirinha. Foi nesta casa que se instalou (após curta estada no atual Palacete dos Viscondes de Balsemão) o exilado Rei da Sardenha e Príncipe do Piemonte, Carlos Alberto de Sabóia-Carignano, aqui passando os seus últimos dias e vindo a morrer a 28 de julho de 1849. Deste monarca foi neta Dona Maria Pia, uma das últimas Rainhas de Portugal.

A propriedade, integrada numa ampla zona verde composta pelos Jardins do Palácio de Cristal e pelos Jardins da Casa Tait, ambos abertos ao público e com vista sobre o rio e mar, foi adquirida pelo Município para aí instalar o Museu Romântico. Inaugurado em 1972, o Museu recria o ambiente exterior e interior de uma habitação burguesa do século XIX, equipado com mobiliário e objetos decorativos da época, bem como os aposentos que retratam a presença do rei Carlos Alberto, exibindo algumas réplicas dos móveis originais que se encontram expostos no Museo Nazionale del Risorgimento Italiano, em Turim, oferecidas pelo Rei Humberto de Itália.

Livraria Lello

Considerada por diversas vezes como uma das livrarias mais bonitas do mundo, a Livraria Lello já foi casa de homens de letras e das artes e já serviu de inspiração a escritores e artistas, entre os quais se conta a autora de Harry Potter, J. K. Rowling. A autora foi frequentadora assídua do espaço durante a temporada em que viveu no Porto, e foi nas célebres escadarias de madeira da Lello que se inspirou para criar as escadas de Hogwarts. A Livraria Lello é um dos locais mais icónicos do Porto e, certamente, uma das livrarias mais famosas do mundo. Foi fundada em 1906 pelos irmãos Lello na Rua das Carmelitas e provocou um impacto imediato. Assim que abriu portas, acorreram a ela inúmeros visitantes, curiosos para ver a bela obra de estilo neo-gótico que resultou da empreitada do arquiteto Francisco Xavier Esteves. A Livraria Lello foi recuperada em 2016, tomando um aspeto semelhante àquele que tinha aquando da sua fundação. Este distingue-se pela belíssima fachada Arte Nova, com apontamentos neogóticos. No interior destaca-se a decoração em gesso pintado a imitar madeira, a escada de acesso ao piso superior e o grande vitral existente no teto, que ostenta o monograma e a divisa da livraria: Decus in Labore.

Douro

O Douro tem um vocabulário próprio, antigo e moderno. É bom colecioná-lo: granito, medas, comboio, cestaria, lagares de azeite, moinhos de farinha, giestas amarelas, ermidas, cascalho, trouxa, turismo de vinhas, silva, figos, opas vermelhas, Senhora da Assumpção, escarpas, tristeza, Agustina, hotéis de luxo, enxergas, lareira, rosário, chila, uvas de todas as cores e todos os sabores, pinheiros, emigrantes, ferroviários, modistas, motas de água, praias fluviais, dióspiros, sinos, velhos, canaviais, fundos europeus, motéis brasileiros, carreiras, luzes-cus ou pirilampos, escarpas, castanhas nas suas carcaças com picos, Sport TV nos cafés, factor, chefe de estação, altifalantes no máximo do volume, café Benguela, barqueiro, pré-história, cerejas de Resende, rebuçados da Régua, foguetes, mosto, missa do galo, cultivo de kiwis, rosas japonesas…
Terra antiga, o Douro traz o tempo em que o Inverno era o da comichão causada pelas frieiras nos dedos, o banho era ao domingo na bacia de latão, as sardinhas vinham salgadas, a enxerga era de palha, os pobres andavam descalços e os remediados calçavam socas e viajavam para o Porto no recoveiro já em 2ª classe, em que se ia doente para o Caramulo e se emigrava para o Brasil, a França, a Suíça. Chegava a Primavera e já cheirava ao frio da água das minas, e os lençóis coravam sobre as ervas. Rodas de moças aprendiam costura para depois, chegada a altura, se deslocarem ao Porto e comprar o tecido na Casa das Noivas.
Agora os sofás de sala das famílias da Régua e de S. João da Pesqueira são da Ikea, a empregada de caixa do supermercado exibe no ombro um escorpião vermelho tatuado, os emigrantes colocam os seus nomes próprios em tubos de néon sobre as portas — Manuel e Véronique —, o Presidente da Junta veste calções de ganga e usa um boné Nike quando vai às assembleias.
As margens do rio e os casarios são cenários de filmes românticos com belas actrizes e homens de bigodes fartos a que assistem rapazes musculados e raparigas de jeanscom o telemóvel guardado no bolso traseiro.
Dantes, nas missas do galo, enquanto os pais e os avós festejavam o Natal, os rapazes e as raparigas faziam os seus jogos sexuais em grupo, entre os colchões e debaixo das pesadas mantas de Inverno. Agora, as ceias são mais fartas e os iPads e os SMS tomam conta das noites de Natal; e, felizmente, pode haver aquecimento central nas casas mais prósperas.
Quanto ao rio, só os mais velhos se recordam do medo que havia das almas penadas que à noite visitavam os mais novos que dormiam nos barcos rabelos ancorados sob as estrelas — que davam a única luz que os iluminava.
Também nunca ninguém conta, nos programas da manhã das televisões — os que acompanham a agonia das aldeias —, a história da corrida dos três rios. Os três rios — o Douro, o Tejo e o Guadiana — puseram-se, em Espanha, a discutir qual deles chegaria primeiro ao mar, e tanto discutiram que combinaram fazer uma corrida no dia seguinte. O Guadiana e o Tejo levantaram-se muito cedo e puseram-se a caminho, descendo por aí abaixo. Calmo e sem conhecer grandes obstáculos, o Guadiana chegou ao mar dirigindo-se para Sul. O Tejo começou a correr, mas como quando chegou à fronteira viu que a corrida estava ganha pelo Guadiana, decidiu pôr-se a vaguear a partir daí e até Lisboa. Já o Douro deixou-se dormir até mais tarde. Quando acordou, alvoroçou-se e desatou a correr por muros, encostas e rochas na tentativa de ainda apanhar os parceiros. Frenético e rebelde, por causa disso chegou torto e espavorido ao mar.
Isto passou-se, claro, antes da construção das barragens e antes dos cruzeiros falados em várias línguas que, dizem, dão emprego no Verão. Até as vindimas são agora boas para os turistas experimentarem, e até já se pode chegar de helicóptero ao Pinhão.
Ao Douro chegou Agosto e com ele as tardes talhadas por palavras, lembrando as palavras de William Carlos Williams, que não era do Douro mas sabia de outras coisas: “Amarelo, amarelo, amarelo, amarelo, amarelo! Não é uma cor. É o Verão.”
António Pinto Ribeiro, In Público, Agosto de 1914
Vinho do Porto

Nas escuras, longas noites de Inverno
Dos nossos momentos de tanto silêncio
No conforto de uma bebida vinho do Porto
Sinto o teu aroma, o teu perfume meu amor
Tomo um cálice do teu suave doce aroma
Saboreio o teu paladar, e quero mais, mais

De tudo que deixaste espalhado na memória
Amo-te no meu querer-te, com toda a minha vida
Com a vontade de viver intensamente novamente
Onde a minha memória flui de toda a sensualidade
Na tua quando te tenho nos meus braços amor
E todo o meu desejo fica cheio de esperanças

Sensações que envolvem-me a alma de silêncios
Onde fico à espera, até da tua nova chegada
Para que juntos nos amemos com intensidade
Novamente nesta nossa saborosa doce agonia
Dos nossos corpos, desta escura, longa noite
De Inverno no calor de um bom vinho do Porto.
Isabel Fonseca

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